04/03/2014

Homossexualidade e religião


O relacionamento entre a homossexualidade e a religião varia de maneira enorme durante tempos e lugares. Nem todas as religiões reprovam explicitamente a homossexualidade; algumas meramente omitem considerações a respeito. Ao longo da história, o amor e o sexo entre homossexuais (especialmente homens) eram tolerados e também instituídos em rituais religiosos da Babilônia e Canaã, além de serem enaltecidos na religião da Grécia antiga; historiadores confirmam que há indícios de que os exércitos de Tebas e de Esparta possuíam unidades formadas por pares de amantes homossexuais, que às vezes oficiavam sacrifícios a Eros, deus do amor, antes de se engajarem em combate. Além disso, a mitologia grega é rica fonte de histórias de amor e sexo entre figuras do mesmo sexo.

Os antigos judeus, no entanto, perseguiam homossexuais e com a expansão do cristianismo, continuaram outras perseguições a práticas homossexuais. Quando o cristianismo se oficializou no Império Romano com a ascensão de Constantino, historiadores escrevem que a homossexualidade era uma ameaça institucional; uma das razões dessas perseguições antigas seria o da condição de sobrevivência e expansão por meio da defesa da procriação através da família. A posição oficial da Igreja quanto a homossexualidade racionalizou-se com os escritos de Santo Agostinho, para quem os órgãos reprodutivos tinham a finalidade natural de procriação e em nenhuma hipótese poderiam ser usadas para outra forma de prazer, sendo a homossexualidade, segundo ele, uma perversão da mesma categoria que seria a masturbação, o coito anal, o coito oral e a zoofilia. A homossexualidade continua a ser reprovada pela maior parte das tradições cristãs pelo mundo. Na era do colonialismo e imperialismo, praticado geralmente por países de fé abraâmica, algumas culturas adotaram atitudes antagonistas quanto à homossexualidade. Atualmente, grupos e doutrinas de religiões abraâmicas geralmente veem a homossexualidade negativamente; alguns desencorajam a prática, enquanto outros explicitamente a proíbem. É ensinado que a homossexualidade é pecaminosa, enquanto outros dizem que qualquer ato sexual por si só é pecaminoso. Apesar de tudo, há algumas pessoas dentro desses grupos religiosos que veem a homossexualidade de maneira mais positiva — há até quem pratique cerimônias religiosas de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Alguns grupos afirmam que a homossexualidade pode ser "superada" através da fé. Há vários "centros de cura" espalhados pelo mundo, de onde saem os "ex-gays". No entanto, nenhum estudo científico comprova esta prática e ela é desencorajada pela maioria dos médicos.

Fonte: Wikipédia

“Cura” de homossexuais: deixemos o assunto para os psicólogos


Pois, então, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara quer decidir se, afinal de contas, psicólogos podem ou não fazer tratamento para a cura de homossexuais.
Sim, porque no fundo é isso mesmo. Teve gente que disse que não é esse o ponto do projeto de João Campos, que chega à comissão presidida por Marco Feliciano. Mas, vejamos quais são os dois trechos da resolução do Conselho Federal de Psicologia que seriam derrubados:
Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
É bastante claro: o psicólogo, por essa resolução, não pode tratar a homossexualidade como doença, adotar “ação coercitiva” que oriente a tratamento “não solicitado”, nem participarão de ações que a divulguem que a homossexualidade é uma doença.
Simples assim: a comunidade científica (no caso, os psicólogos) chegou à conclusão de que algo (a homossexualidade) não é uma doença, e portanto proíbe que seja tratado como tal. Ponto.
A discussão toda começa, de fato, com o que seja a homossexualidade: é uma característica inerente da pessoa ou um comportamento? Há muita gente que defende que é algo que a pessoa simplesmente é, sem escolher. Faz parte dela, assim como outras pessoas simplesmente são heterossexuais, sem jamais terem decidido isso.
Em qualquer caso, obviamente não é uma doença. Não é algo que cause mal a ninguém: nem ao homossexual nem a qualquer outra pessoa. Não porque ser “tratado”, portanto.
A confusão, unicamente, surge em função de um ponto de vista moral que, aliás, é de muitos brasileiros. Há quem considere a homossexualidade como algo moralmente condenável.
Não consigo concordar nem de longe com essa visão: o homossexual, não custa repetir, não está fazendo mal a absolutamente ninguém, assim como o heterossexual não está fazendo mal a ninguém em razão de sua orientação sexual.
É o tipo do ponto que demorará outras décadas para que haja qualquer consenso ou possibilidade de concordância. Mas o ponto, em política, pelo menos, não é nem esse.
Como mostra a bela matéria de Chico Marés na Gazeta deste domingo, há uma corrente importante, representada na reportagem pela professora Vera Karam, da UFPR, que defende que as opiniões religiosas não são apropriadas para a discussão política.
É claro que religiosos podem participar da discussão, mas os argumentos têm de ser políticos, não religiosos. Ou seja: para os liberais, não há como “legislar sobre moral”.
E, sem a ideia de que a homossexualidade é “moralmente errada”, não sobra muito para os defensores do projeto de João Campos discutirem. Ficarão perorando, mas não terão força.
O que será muito bom: deixe-se que os psicólogos, afinal, decidam o que é assunto de psicólogos.

Matéria publicada em: 06/05/2013
Por: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/cura-de-homossexuais-deixemos-o-assunto-para-os-psicologos/

25/11/2013

A homofobia no ambiente de trabalho

A evolução jurídica e cultural conquistada nas últimas décadas, não foi o suficiente para garantir às pessoas LGBT  uma cidadania plena livre de preconceitos e discriminações. No ambiente corporativo isso não é diferente, e, em muitos casos, grandes talentos e potenciais produtivos são desperdiçados por conta do preconceito que infelizmente também se projeta na relação de trabalho.
A violência moral e psicológica comumente sofrida por essa parcela da população no ambiente de trabalho é tema que precisa ser tratado no sentido de buscar esclarecimentos que estimulem os gestores das empresas e organizações a desenvolverem ações isentas de preconceito. É preciso implementar políticas que determinem práticas que mais harmonizem os conflitos referentes à diversidade sexual contextualizada no ambiente corporativo. A informação é um caminho importante para que a sociedade como um todo se torne mais justa e livre de preconceitos para o acesso pleno dos LGBT no ambiente de trabalho, possibilitando, assim, sua autonomia no exercício de suas características, preferências e necessidades que lhes são próprias.
O modelo de gestão que não combate o processo de exclusão e de constrangimento dessa parcela da população, não atende parte da função social a ser desempenhada pelas empresas, tornando-as coniventes com as práticas homofóbicas de qualquer de seus trabalhadores. Isso ocorre em razão da alteridade, a que o empregado agressor, seja ele gestor ou não, age em nome da organização ou da empresa que integra. Os atos discriminatórios cometidos no ambiente de trabalho são de responsabilidade das empresas, conforme prescreve a Lei n. 9.029 de 13 de abril de 1995, que determina punições a todas as formas de discriminação no trabalho.
A gestão da diversidade sexual é questão de extrema relevância, inclusive para fazer com que as maiorias harmonizem-se com as minorias no ambiente corporativo. Em razão do preconceito, decorrente do desconhecimento, um indivíduo homofóbico não se sente a vontade tendo um colega homossexual, muitas vezes pelo "medo" de ser assediado e também pela necessidade de auto-afirmação da sua sexualidade, conforme menciona Hélio Arthur Irigaray em sua tese de doutorado a respeito do assunto. Como forma de combate ao preconceito e a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero no ambiente corporativo, pretendo divulgar aqui políticas bem sucedidas de gestão da diversidade e alguns casos de condenação por assédio moral homofóbico decididos pela justiça e que mexeram no bolso das empresas agressoras que não souberam ou não adotaram nenhuma ação para conter os abusos praticados por seus funcionários.
A prática da discriminação poderá ter repercussão de natureza civil, por meio de reparação do dano moral sofrido pela vítima, geralmente arbitrado judicialmente em reclamação trabalhista proposta pelo ofendido. Além do mais, em processo administrativo a cargo do Ministério do Trabalho, o empregador poderá ser apenado com multa administrativa de dez vezes o maior salário por ele pago, elevado de 50% em caso de reincidência, bem como a proibição de obtenção de empréstimos com instituições financeiras oficiais.
Considerando que a hostilidade provocada por essas ações podem inviabilizar a continuidade do contrato de trabalho, o trabalhador poderá obter, ainda, a rescisão indireta, ou seja, obter o reconhecimento da inviabilidade de continuidade da relação de trabalho por causa imputável ao empregador, sempre em todas as ocasiões com o ressarcimento das remunerações durante o período do afastamento, que poderá ser em dobro nos casos que a readmissão do trabalhador não for possível conforme o grau do dano sofrido pela vítima.

Matéria feita por: Frederico Oliveira
Realizada em: 14 de fevereiro de 2013

Homofobia na escola Dia mundial contra a homofobia

Homofobia na escola Dia mundial contra a homofobia

Na História da Humanidade toda construção ideológica, para ser destruída, necessita de outra força ideológica de combate.  Geralmente tal combate se faz por um processo de perdas de costumes e o reciclar de valores sociais. Logicamente isso gera conflitos.
Nossa cultura teceu ideais massacrantes da sexualidade, e hoje, diante da necessidade de reavaliação desses paradigmas é natural encontrarmos resistências de caráter ideológico. Porém não podemos aceitar tudo com a simples justificativa de que isso é uma verdade absoluta fruto da tradição cultural e que simplesmente deve-se engolir.
Como docente constantemente estou em contato com jovens e adolescentes, isso me certifica de que tenho relação com o retrato de uma sociedade futura e que tem sofrido o desconforto dessa aceitação do novo. Criticando a sociedade e percebendo o entusiasmo homofobico presente na escola estou certo de que não podemos silenciar e concordar com o cultivo cultural de pessoas criminosas, podemos e devemos fazer intervenção para que possamos crer em uma evolução moral-social.
Atualmente no Brasil inúmeras pessoas sofrem de homofobia social, tais violências em seu ultimo estado provocando a execução de inocentes. Contudo quero fazer a reflexão quanto a violência moral construída por brincadeiras sem graças de preconceitos muito comuns na rotina da escola e que perpetua essa tradição de homofobia. Considerando aqui que a sociedade é reflexo da escola e o contrário é equivalente.
O padrão machista/feminista presente nos termos e nos xingamentos dos estudantes é ignorado por muitos colegas na educação, alguém já escutou o habito comum entre as crianças e adolescentes de tentarem ofender uns aos outros com o adjetivo chulo: “viado”? Essas tais brincadeiras na prática tem produzido pessoas depressivas e infelizes.
Já presenciei até mesmo colegas professores se referirem a estudantes partindo de estereótipos: “aquela bichinha” ou “aquela sapatão”. Não vou entrar no mérito ético, entretanto confirmando disso como um sinalizador da gravidade do preconceito sexual presente no convívio de estudantes e professores no ambiente educacional eu acredito que é preciso reavaliar posturas e recordar o futuro de uma tolerância social que idealizamos.
Certa vez tive que intrometer com medita educativa quando encontrei na sala de aula um aluno sendo agredido verbalmente pelo simples fado de seus gostos musicais qualificarem o que foi predeterminado como “música de meninas.” Não me sai da mente o choro frágil e sofrido daquele que era o mais aplicado nos estudos e um alvo frágil de um machismo ridículo que usa o outro para se auto afirmar no seu meio.
Se não queremos uma sociedade preconceituosa e doente psicologicamente nós devemos analisar a escola como o local ideal para debatermos o assunto. Temos anunciado o processo lento e necessário da liberdade sexual, o bullyng também tem sido pauta constante nos debates educacionais, trabalhar o combate a homofobia é unir essas duas realidades. Já não é possível mais tratar a descoberta sexual como proibição e repressão.
Abordar a homofobia na escola não é questão de oposição aos valores religiosos, é antes de tudo, uma reflexão de saúde, direitos humanos e realismo. A pessoa precisa compreender desde a sua formação escolar que é preciso aprender a ter tolerância com as diferenças, não importando a cor da sua pele, sua condição econômica, sua sexualidade, se homem ou mulher, crente ou ateu...
Todo assunto trabalhado na escola não poderá ser pautando em uma imposição de verdades, por isso tratarmos a homofobia na escola é colocar o assunto na mesa para uma compreensão cientifica social com o objetivo maior de criar pessoas críticas e que por mais que pensem diferentes podem se respeitar e conviver bem.
Se na escola devemos criar homens e mulheres críticos, prontos para bons hábitos no mercado de trabalho e na vida, é hipocrisia correr da necessidade de debater a homofobia como um problema social.  Ainda é urgente que cada um dos profissionais da educação se comprometa em extinguir essa ideologia que tem truncado o psicológico de muitos e tomado contornos dramáticos.
Nesse 17 de maio, onde celebramos mundialmente o Dia Contra a Homofobia, vamos propor o atormentar claro e transparente da tolerância entre as diferenças. Pensar e ser diferente faz a riqueza da nossa cultura mista e bela. Não saber conviver com a diferença suscita uma sociedade decadente e desumanizada. Se você tem esperança de uma sociedade melhor: No território escolar vamos nos comprometer com isso imediatamente, sabendo que o social lucrará muito com isso.
Ítalo A. L. Silva, trabalha atualmente na Sectec, lotado na educação profissional com a Integração Escola-Empresa do Centro de Profissional de Anápolis - Cepa, onde também é editor e redator do Informativo Digital Cepa, coordenador de tutoria da Rede e-Tec Brasil / MEC, ocupa a cadeira de professor de filosofia e sociologia no EBEP do Sesi-Senai.

Matéria de:
Ítalo A. L. Silva
Diário da Manhã
Realizada em:16/05/2013

29/07/2013

Enfim, a cura da aids

Com o título “Enfim, a cura da aids”, a revista Super Interessante do mês de agosto já está nas bancas e traz os bastidores sobre como 16 pacientes venceram o HIV. A reportagem aborda técnicas como a expulsão do vírus, tratamentos ultraprecoces, transplantes e modificações genéticas.

Segundo Super Interessante, no último ano, vários grupos de pesquisadores comprovaram que é possível expulsar o HIV de seus esconderijos e jogá-los de volta na corrente sanguínea – de onde ele poderia ser eliminado, livrando completamente o vírus do organismo.

Essa possibilidade começou a se desenhar em 2006, quando o governo norte-americano autorizou a venda do medicamento Vorinostat. Esse remédio foi criado para tratar o linfoma cutâneo de células T, um câncer no sistema imunológico, mas recentemente passou a ser usado em pesquisas para despertar as células T adormecidas de portadores do HIV. Com isso, as cópias do vírus escondidas acordaram e ficaram vulneráveis à ação dos antirretrovirais.

Outra técnica abordada na reportagem é o transplante. O norte-americano Timothy Ray Brown recebeu, em 2009, a medula de uma mulher que não produzia a proteína CCR5. E sem essa proteína, o vírus HIV não conseguiu entrar nas células, fazendo com que o paciente pudesse parar de tomar os medicamentos antirretrovirais sem que a doença se desenvolvesse. Brown, conhecido como “Paciente de Berlim”, foi considerado o primeiro a se curar da aids.

Em março deste ano, pesquisadores do Instituto Pasteur, de Paris, apresentaram a cura funcional de 14 pacientes franceses portadores do HIV. Ou seja, ainda carregam o vírus, mas não desenvolvem aids, mesmo tendo parado de tomar o coquetel antirretroviral. Esses pacientes começaram a tomar os remédios antiaids no máximo 70 dias depois da infecção, o que limitou a entrada do vírus nos esconderijos, permitindo que depois de alguns anos em tratamento antirretroviral, o coquetel fosse interrompido e o vírus deixasse de se replicar.

De acordo com a reportagem, existe ainda uma nova frente promissora em relação à cura da aids. A ideia é modificar geneticamente o corpo humano para torná-lo resistente ao vírus. A técnica já foi testada em alguns algumas pessoas, como no paciente de Trenton (EUA). Ele recebeu as células modificadas e parou de tomar os antirretrovirais. Num primeiro momento, a quantidade de vírus no sangue dele disparou. Mas em seguida despencou, até zerar.

Apesar das boas expectativas em relação às possibilidades de cura da aids, Super Interessante ressalta que a prevenção e o sexo seguro (com camisinha) continuam sendo essenciais.

“Para de fato vencer a aids, a humanidade terá de apelar para as armas mais poderosas que existem: a inteligência e o bom senso. Afinal, se o vírus pode evoluir, nós também”, finaliza a revista


Matéria realizada pela Revista Super Interessante.

27/07/2013

HOMOSSEXUALIDADE: COMO TRATAR O ASSUNTO EM CASA?

Como falar sobre homossexualismo em casa

Há quase um século, Sigmund Freud revolucionou e escandalizou toda a sociedade ao falar sobre a sexualidade infantil de maneira jamais imaginada. O tempo passou, as crianças começaram a ter acesso a assuntos que nem mesmo o fundador da psicanálise poderia prever e os pais, de certa maneira, souberam lidar bem com a situação. Apesar destes avanços, a homossexualidade permanece um tópico pouco abordado, seja por causa do preconceito, dúvidas ou até mesmo receio sobre como a criança vai se portar.

Segundo o educador Marcos Ribeiro, o assunto, apesar de polêmico, não deve ser valorizado nem escondido. É preciso tratar da homossexualidade como se fala sobre tudo o que é relacionado ao sexo. Porém, alguns temas podem ser abordados de maneira diferenciada, por talvez não fazer parte do cotidiano da criança, sem precisar de certos aprofundamentos.
"Os filhos devem aprender regras, independente da opinião pessoal ou dos pais, e neste quesito orespeito deve estar em primeiro lugar. É preciso compreender que as pessoas são diferentes, nas mais diversas maneiras e, por isso, respeitar o próximo é fundamental", explica.
Para começar a explicação sobre esse tipo de diferença, Ribeiro ensina algo bem simples: "Coloque a sua mão junto à da criança. Por mais que o filho se pareça com os progenitores, as mãos são muito diferentes. Então explique por que isso acontece e, principalmente, o fato de ser algo normal, porque todos somos diferentes".
A mesma técnica usada para explicar a homossexualidade pode ser aplicada em relação aos idosos, portadores de deficiências mentais ou físicas. Infelizmente, a descriminação existe não somente por parte da preferência sexual e, por isso, o assunto deve ser tratado em conjunto com todos os outros grupos que também são excluídos da sociedade.
"Comece trazendo exemplos próximos. Caso não tenha nenhum homossexual na família, pode usar os avós, que são idosos e merecem todo o respeito e consideração. Só assim a criança compreende que precisa respeitar toda e qualquer diferença", indica o profissional.
O educador afirma que o principal erro cometido pelos pais, talvez por ser algo implantado em nossa cultura, é especificar a diferencia dos gêneros masculino e feminino. As vantagens para os meninos são muito maiores do que para as meninas desde cedo, em todos os aspectos. Nas histórias, por exemplo, o homem é sempre o herói, enquanto a mulher é frágil e tratada como a princesinha, sempre no diminutivo. Tal diferença é levada para a educação, fazendo com que todos devam desempenhar os papeis já pré-estabelecidos.
Marcos Ribeiro relata: "O que acontece então, quando os filhos não correspondem a essa idealização dos gêneros? Ser homem significa jogar futebol e ser mulher significa ser frágil e doce. Mas, na realidade, existem muitos meninos que odeiam o esporte e muita menina que joga como ninguém. O problema é que, por isso, são desprezados e recriminados".
Outro ponto de extrema importância é que ninguém, independente da idade, se "torna" homossexual. A natureza de cada ser humano designa a preferência por homens ou mulheres, assim como a maioria das coisas da vida. A homossexualidade não "pega" ao tomar banho junto, conversar ou até mesmo dormir na mesma cama. O filho ou filha só será gay ou lésbica caso ele tenha nascido com esta preferência.
Por Carolina Pain (MBPress)

22/06/2013

Casamento Civil Igualitário - Os mesmos direitos com os mesmos nomes

   
Rabino Nilton Bonder apoia a campanha pelo casamento civil igualitário.

O Rabino Nilton Bonder é hoje uma das mais proeminentes vozes da comunidade judaica brasileira, e aceitou prontamente o convite para participar da campanha nacional em apoio ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Bonder participará em um dos vídeos da série “acadêmicos” o qual busca responder questões do senso comum da população, através da fala de grandes especialistas.  No vídeo que será lançado nas próximas semanas o Rabino divide a cena com o Ator Wagner Moura. Wagner faz a pergunta e Nilton responde com base na visão judaica do assunto.
Mas antes disso a campanha pelo casamento civil igualitário divulga hoje um vídeo, o qual o rabino conta por que aceitou o convite. Bonde deixa claro sua visão de que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é legítimo e que nenhum dogma religioso deve impedir esse direito aos homossexuais. O vídeo em si já  é uma grande aula de civilidade e de como a fé e a crença podem, e devem, serem aliadas dos direitos humanos e do reconhecimento social da diversidade sexual.

No dia 14 de maio de 2013 o direito ao casamento civil para os casais formados por duas pessoas do mesmo sexo foi conquistado graças a uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  Essa decisão já foi inclusive ratificada por um dos ministros do Supremo Luiz Fux, ao analisar um pedido que tinha objetivo de cassar esse direito. Contudo ainda precisamos munir as pessoas de mais informações, para que elas compreendam a dimensão da luta por igualdade que os homossexuais travam no país. Também é preciso que agora o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo seja aprovado em lei. Esses são alguns dos atuais objetivos da campanha nacional em apoio ao casamento civil igualitário.
“É uma honra termos o apoio do Rabino Nilton Bonder” Diz Jean Wyllys, deputado federal autor do projeto de lei que busca dar força de lei a decisão do CNJ, e um dos principais impulsionadores da luta pelo casamento civil igualitário no Brasil. “O depoimento pessoal de Bonder é muito significativo, ainda mais em um momento onde alguns fundamentalistas religiosos tentam passar a falsa impressão que ser a favor da dignidade e do amor dos homossexuais, seria ser contra alguma crença. O rabino vem mostrar uma perspectiva religiosa que não estigmatiza ou demoniza o amor das pessoas” Afirma Wyllys.
A campanha pelo casamento civil igualitário já foi lançada em diferentes estados e cidades do Brasil e conta com o apoio de importantes figuras da cultura, a música, o cinema e a televisão brasileira, como Ney Matogrosso, Chico Buarque, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Arlette Salles, Alexandre Nero, Marisa Monte, Mônica Martelli, Zélia Duncan, Preta Gil, MV Bill, Mariana Ximenes, Iván Lins, Tuca Andrada, Serjão Loroza, Sandra de Sá, Rita Beneditto, Sônia Braga, Bebel Gilberto e outros. Esses e outros artistas aderiram a um abaixo assinado a favor do projeto de emenda constitucional impulsionado por Jean Wyllys e Érika Kokay, e muitos deles participaram de uma primeira série de vídeos lançada no ano passado (assistir http://casamentociviligualitario.com.br/casamento-igualitario/videos/).

Recentemente Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown se uniram novamente e gravaram uma música para ser o tema da campanha. A canção intitulada como "Joga Arroz" também pode ser conferida e baixada no site da campanha. 
Você também pode saber mais sobre a campanha e assistir aos vídeos anteriores, lançados ao longo de 2012 e 2013, acessando o site www.casamentociviligualitario.com.br.

Matéria recebida dia 17/06/2013 via gmail